Como podem ser extraordinárias as pessoas quando não as conhecemos bem!

Idealizamos, enxergamos além, projetamos coisas nossas, criamos um perfil imaginário para que o outro o vista e, aos nossos olhos, isso lhe cai bem. Como pode ser difícil conviver com a diversidade de visão, horizonte, ambições, desejos, projetos de vida, valores, atitudes...


As pessoas com quem convivemos de perto têm tantos defeitos! Nossos pais, nossos irmãos, filhos, parceiros.. tão imperfeitos!.. que nos irritam, fazem com que a gente perca a paciência com eles. Discordam de nós tão descaradamente! Apontam-nos os nossos defeitos! Aos olhos destes, nós também podemos ser tão insuportáveis de lidar.. apontar erros também pode ser demonstração do amar?

Já dizia o poeta:

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! (Mário Quintana)

A primeira vista pode parecer que podemos mudar os outros, para que se encaixem melhor ao nosso formato.. Mas, isso não é possível!

Cada pessoa é em si, o que é, e por mais que nos ame.. só pode nos dar o melhor que pode ser.

Lidar com a ansiedade também é entender que o amor pode se dar devagarinho, sem culpa, sem medo, sem ter que provar nada a ninguém, sem ter que corresponder as expectativas, sem ter que controlar a situação.

Permitir o amor sem que haja dor é enxergar em si e no outro um valor inigualável, que não se perde, apesar de todos os defeitos.

Por Psicóloga Lisiane Mendes Costa

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